Norma I. C. Melhorança
atende em consultório psicológico em Perdizes e Vila Olímpia, em SP - 011-98748-7554, selecionou abaixo dois textos
sobre o tema, conforme segue:
A criança sem limites tem
prejudicada a construção de sua personalidade. Suas atitudes passam a refletir
a falta de limites, ela torna-se desajustada, passando a ter dificuldade em
manter relacionamentos, seja a dois, seja profissionalmente.
Quem não aprendeu desde
cedo a ter consciência de limites tenderá a manifestar sua patologia de
descomedimentos até o fim, isso não "melhora com a idade".
Uma criança deixada
entregue a suas próprias pulsões e seus desejos não poderá ser feliz. Ela
estará limitada, incapacitada para a vida social, a escola, pois não saberá
respeitar as regras que possibilitam a convivência.Estará despreparada para a
vida a dois, pois esperará que seus companheiros lhe permitam tudo, como faziam
seus pais.
A criança sem limites vive
constantemente angustiada, pois não encontra nenhuma barreira que a proteja de
si mesma e do mundo exterior.
Uma criança pequena não é
um ser civilizado - ela é dominada pelas suas pulsões, pelo princípio do
prazer, pelo sentimento de onipotência. Para que se torne um ser civilizado,
deve transformar o seu funcionamento inicial. Para que isso aconteça a
autoridade de seus pais é indispensável. Uma criança se constrói ao se opor.
O respeito pelos outros
começa pelo respeito aos próprios pais.
A autoridade é
indispensável para a construção sadia da criança - do caráter e da
personalidade.
O medo de exercer essa
autoridade atrapalha. A autoridade está em crise desde o tempo hippie e sua
farra libertária - o que acabou causando muito estrago. Nós hoje ficamos sem
saber o que fazer para controlar a rebeldia de nosso filhos; quem deveria ser
comandado comanda.
Deveríamos ter certeza
sempre que nossa autoridade de pais é legítima e assim conseguirmos mantê-la.
A autoridade é uma prova
de amor.
Não adianta só conversar,
a punição é indispensável. Como uma criança poderá compreender a importância de
uma regra se uma punição não sanciona sua transgressão? O pai que se limita a
falar em vez de repreender acaba por perder toda credibilidade aos olhos de seu
filho. A punição serve também para fazer com que as palavras dos pais sejam
respeitadas, dando peso a elas e evitando que sejam transformadas num blá blá
blá inofensivo.
Existe uma fantasia
utópica de que a família deve sempre estar num clima de bom humor e seneridade,
mas isto é impraticável. O conflito é inevitável porque a criança sempre se
opõe aos limites, e o enfrentamento contribui para o fortalecimento de sua
estrutura, e muitas vezes consome uma enorme quantidade de energia e tempo dos
pais. Essas divergências criam inevitavelmente fricções.
Freqüentemente os pais não
"conseguem" ter ou exercer sua autoridade por medo e por preguiça ou
ainda por crenças em um psicologismo barato, então não despertam em seus filhos
a necessidade deles serem responsáveis, respeitando as pessoas, tendo objetivos
e se respeitando.
O pai não é parceiro,
amigo ou colega do filho. Ele á autoridade, educador e guia do filho.
Isto é amor, segurança e
paz.
Lisiane Marçal - médica pediatra
A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar
do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e
ela sempre me soou estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o
impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa,
protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha
hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para
controlar a super mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da
frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que
significa isso.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de
mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos,
como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos,
confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas
escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros
também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão
umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os
dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse
vínculo não para de se transformar ao longo da vida. Até o dia em
que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e
recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos
lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no
fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o
conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o
maior desafio e a principal missão.
Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto
seguro para quando eles decidirem atracar.
"Dê a quem você Ama :
- Asas para voar...
- Raízes para voltar...
- Motivos para ficar...
Poema de Gibran Khalil Gibran
"Vossos
filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável."
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável."

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