sexta-feira, 20 de setembro de 2013
O Amor..........Gibran Kalil Gibran
Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa queda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:
“Deus está no meu coração”,
Mas que diga antes:
"Eu estou no coração de Deus”.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.
Gibran Kalil Gibran
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Educacao de filhos x limites - como prepara-los p o mundo?
Norma I. C. Melhorança
atende em consultório psicológico em Perdizes e Vila Olímpia, em SP - 011-98748-7554, selecionou abaixo dois textos
sobre o tema, conforme segue:
A criança sem limites tem
prejudicada a construção de sua personalidade. Suas atitudes passam a refletir
a falta de limites, ela torna-se desajustada, passando a ter dificuldade em
manter relacionamentos, seja a dois, seja profissionalmente.
Quem não aprendeu desde
cedo a ter consciência de limites tenderá a manifestar sua patologia de
descomedimentos até o fim, isso não "melhora com a idade".
Uma criança deixada
entregue a suas próprias pulsões e seus desejos não poderá ser feliz. Ela
estará limitada, incapacitada para a vida social, a escola, pois não saberá
respeitar as regras que possibilitam a convivência.Estará despreparada para a
vida a dois, pois esperará que seus companheiros lhe permitam tudo, como faziam
seus pais.
A criança sem limites vive
constantemente angustiada, pois não encontra nenhuma barreira que a proteja de
si mesma e do mundo exterior.
Uma criança pequena não é
um ser civilizado - ela é dominada pelas suas pulsões, pelo princípio do
prazer, pelo sentimento de onipotência. Para que se torne um ser civilizado,
deve transformar o seu funcionamento inicial. Para que isso aconteça a
autoridade de seus pais é indispensável. Uma criança se constrói ao se opor.
O respeito pelos outros
começa pelo respeito aos próprios pais.
A autoridade é
indispensável para a construção sadia da criança - do caráter e da
personalidade.
O medo de exercer essa
autoridade atrapalha. A autoridade está em crise desde o tempo hippie e sua
farra libertária - o que acabou causando muito estrago. Nós hoje ficamos sem
saber o que fazer para controlar a rebeldia de nosso filhos; quem deveria ser
comandado comanda.
Deveríamos ter certeza
sempre que nossa autoridade de pais é legítima e assim conseguirmos mantê-la.
A autoridade é uma prova
de amor.
Não adianta só conversar,
a punição é indispensável. Como uma criança poderá compreender a importância de
uma regra se uma punição não sanciona sua transgressão? O pai que se limita a
falar em vez de repreender acaba por perder toda credibilidade aos olhos de seu
filho. A punição serve também para fazer com que as palavras dos pais sejam
respeitadas, dando peso a elas e evitando que sejam transformadas num blá blá
blá inofensivo.
Existe uma fantasia
utópica de que a família deve sempre estar num clima de bom humor e seneridade,
mas isto é impraticável. O conflito é inevitável porque a criança sempre se
opõe aos limites, e o enfrentamento contribui para o fortalecimento de sua
estrutura, e muitas vezes consome uma enorme quantidade de energia e tempo dos
pais. Essas divergências criam inevitavelmente fricções.
Freqüentemente os pais não
"conseguem" ter ou exercer sua autoridade por medo e por preguiça ou
ainda por crenças em um psicologismo barato, então não despertam em seus filhos
a necessidade deles serem responsáveis, respeitando as pessoas, tendo objetivos
e se respeitando.
O pai não é parceiro,
amigo ou colega do filho. Ele á autoridade, educador e guia do filho.
Isto é amor, segurança e
paz.
Lisiane Marçal - médica pediatra
A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar
do tempo. Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e
ela sempre me soou estranha. Chegou a hora de reprimir de vez o
impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa,
protegida de todos os erros, tristezas e perigos. Uma batalha
hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para
controlar a super mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da
frase, hoje absolutamente clara.
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.
Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que
significa isso.
Ser “desnecessária” é não deixar que o amor incondicional de
mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos,
como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos,
confiantes e independentes. Prontos para traçar seu rumo, fazer suas
escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros
também. A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão
umbilical. A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os
dois lados, mãe e filho.
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse
vínculo não para de se transformar ao longo da vida. Até o dia em
que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e
recomeçam o ciclo. O que eles precisam é ter certeza de que estamos
lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no
fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado, o
conforto nas horas difíceis.
Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o
maior desafio e a principal missão.
Ao aprendermos a ser “desnecessários”, nos transformamos em porto
seguro para quando eles decidirem atracar.
"Dê a quem você Ama :
- Asas para voar...
- Raízes para voltar...
- Motivos para ficar...
Poema de Gibran Khalil Gibran
"Vossos
filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável."
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável."
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Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu.Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.Onde leva? Não perguntes, segue-o!
Nietzsche