sábado, 27 de julho de 2013

o psicológico x doença física

Alguns comentários sobre a Psicossomática
                            (Psico + soma (corpo))

Uma velha lenda sufista conta que um estranho dá com um homem engatinhando debaixo de uma lâmpada, em frente de sua casa. Está procurando as chaves. O estranho fica de quatro para ajudá-lo e, algum tempo depois, pergunta:
- Onde foi que as deixou cair, exatamente?
- Lá dentro de casa – responde o outro.
- Então por que as está procurando aqui fora?
- Porque a casa não tem luz.
A luz é mais intensa na mente consciente, mas nós temos de procurar é no escuro inconsciente. O psicoterapeuta trabalha vertendo as sombras, o escuro em luz, tornando claro, verbal lógico. O mundo do paciente pode estar às escuras, mas existem fontes de iluminação. Há uma  centelha dentro de todos nós. Ela existe e pode iluminar o caminho da transformação.
NÃO EXISTEM DOENÇAS INCURÁVEIS, MAS SIM PESSOAS INCURÁVEIS.
Carl Simonton: “Acredito que ficamos doentes por motivos nobres. É a forma de o organismo nos dizer que as necessidades que sentimos – não só as físicas, mas também as emocionais – não estão sendo atendidas e que as preenchidas pela doença são importantes”.
Entre os portadores de cancer, deve-se estimulá-los a manifestarem suas raivas, ressentimentos, ódios, temores e culpas. Tais emoções constituem indícios de que nos importamos ao máximo quando nossa vida é ameaçada. As pesquisas demonstram invariavelmente que quem dá livre expansão às emoções NEGATIVAS sobrevive melhor ao Câncer. As pessoas que sofrem lesões na espinha dorsal e que se revelam desgostosas e enraivecidas avançam mais depressa no caminho da reabilitação que as que adotam uma atitude estóica ou àquelas que parecem aceitar calmamente a desgraça, ou ainda, num outro exemplo: um terrível acidente numa usina de energia nuclear, o Dr. Andrew Baum descobriu que os mais enfurecidos e receosos sofreram muito menos tensão e problemas psíquicos que os adeptos de um enfoque “racional”. Os sentimentos reservados criam TENSÃO e consequentemente, deprimem a reação imunológica de nosso organismo, tornando-o vulnerável às doenças graves.  O Dr. Leonard Derogatis descobriu em 1979, que as mulheres com carcinoma na mama que sentiam e manifestavam livremente raiva, medo, depressão e culpa viviam muito mais tempo que as pacientes que mal revelavam suas emoções. O Dr. William James diz: A maior descoberta de minha geração é que, na realidade, quase todas as doenças tem origem psicossomática, isto parece estranho à pessoa acostumada a pensar que as moléstias psicossomáticas não são, a rigor, “verdadeiras”. Mas elas são.  O físico David Bohm prefere a expressão “soma-significado” , pois o corpo só conhece o que a mente lhe transmite, portanto aceitar a nossa participação na responsabilidade da doença é fundamental.
A psicologia do sacrifício sem vontade é muito diferente da psicologia do sacrifício voluntário.  Há momentos e épocas da vida em que o autêntico sacrifício das coisas mais valiosas é essencial para nosso desenvolvimento ulterior. Se o sacrifício não for voluntário, isto é, consciente e com plena noção da perda sofrida, então será inconsciente. Nesse caso, não estaremos nos sacrificando pelo crescimento interior, mas sendo sacrificados por um crescimento que se tornará patológico.
“Quase todos nós somos obrigados a viver uma vida de constante e sistemática duplicidade. A saúde tende a ser afetada se, dia após dia, dizemos o contrário do que sentimos, se rastejamos diante daquilo que detestamos e se nos rejubilamos ante aquilo que não nos traz senão infortúnio. O sistema nervoso não é obra de ficção, faz parte do organismo, assim como a alma existe no espaço e está dentro de nós, tal como os dentes dentro da boca. Ela não pode ser impunemente violada para sempre.”

 Borís Pasternák:   
"Uma mulher afirma egoicamente, com toda sua determinação: “Vou fazer esse casamento dar certo ou morrer tentando”, na certa morreria tentando, pois como um trator, passará por cima da “verdade” incrustada na profundidade de sua alma."

Carl G. Jung:
“A longo prazo,....a vontade consciente jamais será capaz de substituir o instinto vital”.

Fiódor Dostoiévski:                                                                       
”Uma nova filosofia, uma forma de vida, não se dá por nada. É preciso pagar caro por ela, e só a adquirimos com muita paciência e grande esforço”

Martin Buber:                                                       
“O mundo não é um jogo dos céus, é destino dos céus. Que existam o mundo, o homem, a pessoa humana, eu e você, tem significado divino. A criação – acontece-nos, arde em nós, modifica-nos. Trememos e desmaiamos e acabamos por nos submeter. A criação – nós participamos dela, encontramos o Criador, oferecemo-nos a Ele, colaboradores e companheiros”.

Martin Buber:                                                           
“A revelação não flui do inconsciente, mas sim o domina....Toma posse do elemento humano para refundi-lo: A Revelação é a forma pura do encontro”.


               

Para vc Izabella: Poesia do Vô Nilo

                                        "Professô entra um pouquinho!                  
                          Não  arrepare o meu ranchinho, só tem banco p sentar, 
                   Me da licença primeiro vô ascender meu paieiro pra depois nois conversar,                                                     
                  Professô aí no quarto tem um pequeno retrato q vô mostrar pra vancê,                         É o retrato de Maria minha única filha q nunca mais hei de ver,                 
                 Desde bem pequenininha eu falava: - "minha filhinha um dia vai estudar, vai ser moça formada, professora diplomada pra tudo nois ensina"            
                 Quando fez 16 anos lá foi ela soluçando pros estudos se educa,      
                 Não é por ser minha família, mas minha filha era linda como quê!        
                 Doente, pobre e cansado lá ia eu pro roçado pros estudos sustentar.                    
                 Eu lhe juro q foi verdade foi 6 anos de ansiedade, ate q chegou o dia!       
                              Ela vortou pro sertão, q triste desilusão! 
                 Já não era mais minha filha: o seu vestidinho de chita por fina seda trocou, a sandainha sem sarto, transformou num sarto arto e ate as trancas cortou!
                 Eu vim saber o q aconteceu a expricação q ela deu, estraçalhou minha vida: aquela q foi um dia a mais honrada das fias, tornou uma mulher perdida!
                 É a maior dor q um pai sente e parecia ver na minha frente a imagem do lucifer e foi chorando q eu disse q disse q deste rancho sumisse pra nunca mais por os pes.
                 Se é esta a escola falada q deixa a gente formada, de arta posição,te juro prefiro a morte e digo c voz bem forte, vá para bem longe e não vorte amardiçoada educacão."

sábado, 13 de julho de 2013

Luciana, poesia de despedida de sua análise em Salvador - BA

"Anjo de Luz
na imensidão do Universo;
Pássaro que pousou na janela do meu existir e me fez
olhar para dentro de minha casa;
Abriu-me as portas e me conduziu até o fundo de minha alma.
Caminhastes comigo de mãos dadas mostrando-me o infinito.
Com muito cuidado e paciência levastes simplesmente onde
sempre quis ir - ao encontro de mim.
Colocastes os focos da tua luz para que eu pudesse enxergar
com mais clareza a minha vida.

Sei que ainda restam lugares desta casa a serem conhecidos.
Vou, com o coração ainda partido, buscar outros parceiros,
para juntos irmos mais longe ao encontro dos meus esconderijos.
Hoje, sinto a sua partida como quem sente a dor de uma despedida.
Fico por entre lágrimas, a consolar-me, e por entre poesias a exaltar a tua grandeza.
Grandes revelações me ajudastes a ter, em tão pouco tempo, me mostrastes tanto;
fizestes da confiança nossa maior aliada e do silêncio a confirmação da verdade sentida
e vivida visceralmente.

Vai, mulher iluminada
encontrar outras vidas e conduzi-las a lugares nunca visitados.
E não te esqueces, de um dia pousar de novo nesta janela habitada
por um ser que nunca se cansa de amar e viver.
                                                                                                                    28/11/95

Rubem Alves

"A Poesia não é uma expressão do Ser do Poeta, é uma expressão do Não Ser do Poeta.
O que escrevo não é o que tenho, é o que me falta.
Escrevo porque tenho sede e não tenho água;
Sou pote,
A Poesia é água."

Guimarães Rosa

"A vida de um Ser Humano com outro é impossível, estamos assistindo apenas um milagre".

sexta-feira, 12 de julho de 2013

"Sonhar para quê?"

SONHAR PARA QUÊ?

As experiências subjetivas vividas todas as noites ajudam a resolver problemas do dia a dia e até a ver o futuro, diz o neurobiólogo Sidarta Ribeiro

Iara Biderman

A civilização atual não sabe mais sonhar, lamenta um dos maiores especialistas brasileiros no  assunto, o neurobiólogo Sidarta Ribeiro, 42.

Segundo ele, os sonhos são ensaios que auxiliam a pessoa a enfrentar desafios, assim como eram uma garantia de sobrevivência para nossos ancestrais.

No Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), dirigido por Ribeiro, essas hipóteses são testadas com equipamentos, à luz das novas descobertas da biologia, da física e da neurofisiologia.

Toda essa ciência dura não o imNOpede de usar áreas mais elásticas do conhecimento. Ele incorpora aos seus estudos conceitos vindos da psicanálise, de relatos de povos primitivos e de pesquisas sobre efeitos da ayahuasca (chá do Daime) e da maconha.

No momento, o pesquisador experimenta uma nova tecnologia para modificar neurônios em cérebros de ratos com o objetivo de induzir ao sono e à concentração da memória. Ele acaba de finalizar um estudo comprovando a precisão de diagnósticos de esquizofrenia e bipolaridade feitos a partir de relatos de sonhos de pacientes.

A reportagem da Folha conversou com Ribeiro no Rio, durante um seminário sobre sono. Leia trechos.

Folha - Qual é, no fim, a função do sonho?
Sidarta Ribeiro - Hoje em dia, nenhuma, porque a gente não dá importância para o sonho. Em culturas  tradicionais, era central. O público universitário não acredita em sonhos, mas, se a pessoa se dispuser a fazer um "sonhário" [diário de sonhos], vai perceber que eles têm função. O sonho joga estímulos elétricos em suas memórias e você fica explorando todas as possibilidades, o que pode ou não acontecer. É mesmo uma capacidade de ver o futuro.

Folha - O que mais o sonho faz?
O sonho é sobretudo a articulação de memórias regida pelo circuito de recompensa do cérebro. Não é reverberar qualquer memória, mas sim aquelas que têm a ver com procurar o que nos dá prazer e evitar o que é desagradável. Sonhar serve como um ensaio, uma simulação de expectativas de recompensas e punições que prepara a pessoa para enfrentar a vida. Um estudo sobre sonhos de mulheres que se separaram dos maridos mostrou um padrão entre eles. Primeiro, elas sonham que está tudo bem no casamento; depois, há uma fase em que sonham que o marido morreu e, por último, acontece a simulação: nos sonhos, elas ou os maridos estão se relacionando com outras pessoas.

Folha - A psicanálise ajuda a recuperar essas funções dos sonhos?
Acho a psicanálise muito útil, mas não dá para fazer análise com uma pessoa que não tem introspecção. Que "não sonha". A nossa civilização esqueceu como se sonha. As pessoas precisam reaprender a sonhar.

Folha - Como é esse aprendizado?
É dar ao sonho um lugar de importância. Se a pessoa vai para a cama e adormece vendo TV, não está se preparando para a experiência importante, transcendental mesmo, que é sonhar. E se ela se levanta da cama pulando e vai fazer outra coisa, não tem como se lembrar do que sonhou. A pessoa tem que treinar essa lembrança. É preciso também perceber como o cinema e a TV tomaram o lugar de nossos sonhos. As pessoas sonham acordadas sonhos que são feitos por outras pessoas, com conteúdos prontos.

Folha - Mas esses conteúdos também têm a sua função...
Nada contra, adoro filmes, seriados... O problema é que a gente vive em um mundo de excesso. Os estímulos hoje são muito mais complexos. Aí seu sonho é cheio de filigranas, como uma cama com dossel: não tem utilidade tão real, não vai salvar a sua vida. Só em situações de estresse eles se tornam mais práticos.

Folha - O que é um sonho prático?3
É quando ataca um problema concreto. Um estudo que fizemos no Instituto de Neurociências mostrou que candidatos que sonham com o vestibular têm notas 30% mais altas do que os outros. Mais interessante: os que simplesmente sonharam terem passado na prova não foram os melhores, e sim os que tinham sonhos com as matérias estudadas. Sonho tem que ter utilidade, como tinha para os homens das cavernas: se ele sonhava com um tigre no lugar onde costumava beber água, ficava ligado. Mesmo se só criasse temores subliminares, o sonho aumentava as chances de sobrevivência.

Folha - Animais também sonham?
Todos os mamíferos e alguns pássaros têm sono REM, que é a fase em que se sonha de forma vívida. Só que os pássaros têm centenas dessas fases. Devem ser sonhozinhos que duram segundos. Os nossos duram 40 minutos.

Folha - E são só quatro por  noite?
Eu tenho uma teoria que, apesar de termos quatro episódios de sono REM, temos milhares de sonhos, mas testemunhamos só um por vez. Quando sonhamos, todas as criaturas da mente estão acordadas. É um zoológico: abre a porta e sai tudinho. O nosso "self" [consciência de si] é só um dos bichos, para onde ele for será o sonho que estaremos vendo. E são camadas e camadas interpenetráveis de coisas rolando. Por isso é tão comum você sonhar que entra em um lugar e, de repente, está em outro.

Folha - Como o senhor define consciente e inconsciente?
Inconsciente é a soma de todas as memórias que a gente tem e todas as combinações possíveis. Por isso é tão grande. Consciente é a mínima fração disso que está ativa no momento.

Folha - E o que é a consciência?
Ninguém sabe. Não há nem mesmo um acordo sobre o que a palavra quer dizer. A consciência tem a ver com informações que se espalham no cérebro todo.

Folha - Então não dá para definir o lugar da consciência no cérebro?
Eu odeio isso, dizer que cada área faz uma coisa: "Meu hipocampo navegou, meu hipotálamo sentiu". Não temos controle. Isso só serve para livro de autoajuda e para vender remédio. Mas as pessoas adoram, parece que você explicou tudo ao mostrar áreas cerebrais coloridas.

Raio-X

Sidarta Ribeiro

Nascimento: 16 de abril de 1971, em Brasília

Formação: Ciências biológicas (Universidade de Brasília), mestrado em Biofísica (UFRJ), doutorado em Neurociências e Comportamento Animal (Universidade Rockefeller, E. U. A.), pós-doutorado em Neurofisiologia (Universidade Duke, E. U. A.)

Atuação: Diretor do Instituto do Cérebro e professor de Neurociências na UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/111065-sonhar-para-que.shtml

"O instante do ocorrido x o tempo"

"Quantos instantes há de ter o instante deste instante maior" Mario Benedetti

Otimistas x Pessimistas, em qual destes times vc está?

Segundo Lou Andreas-Salomé: "O temperamento otimista encontra sua felicidade no sentimento da existência, o temperamento pessimista só encontra o sentimento de sua existência na felicidade."

Carta de Freud a uma paciente sobre homossexualismo x "cura", em 1.936

A proposta da "cura gay" é inteiramente discrepante à posição de Freud numa carta à mãe de um adolescente homossexual em 1936: "Prezada Senhora, Deduzo de sua ...carta que seu filho é homossexual. Estou especialmente impressionado com o fato da senhora não ter mencionado este termo no seu relato sobre seu filho. Posso perguntar-lhe porque o evitou? A homossexualidade seguramente não é uma vantagem , mas não é nada vergonhoso, não é um vício, não é uma degradação, não pode ser classificada como uma doença; nós a consideramos uma variação da função sexual produzida por um certo bloqueio no desenvolvimento sexual. Muitos indivíduos altamente respeitáveis na antiguidade e também nos dias de hoje, foram homossexuais, muitos homens notáveis de sua época (Platão, Michelangelo, Leonardo da Vinci). É uma grande injustiça e crueldade a perseguição da homossexualidade como um crime. Se você não acredita em mim, leia os livros de Hamelock Ellis. Ao perguntar-me se eu poderia ajudar, suponho que você quer saber se posso abolir a homossexualidade e colocar a heterossexualidade normal em seu lugar. A resposta é que, de uma maneira geral, não podemos prometer conseguir isto. Em certos casos temos sucesso em desenvolver as incipientes tendências heterossexuais que estão presentes em todos os homossexuais, mas na maior parte dos casos isto não é mais possível. Depende das características e idade do indivíduo. O resultado do tratamento não pode ser previsto. O que a análise pode fazer por seu filho segue em outra direção. Se ele é infeliz, neurótico, torturado por conflitos, inibido em sua vida social, a análise pode lhe trazer harmonia, paz de espírito, completo desenvolvimento de suas potencialidade, continue ou não homossexual. Se você decidir que ele deve fazer análise comigo - e eu não espero que isto aconteça - ele deverá vir a Viena. Não tenho intenção de mudar-me. De qualquer forma, não deixe de me responder, Sinceramente, Desejo-lhe boa sorte, Sigmund Freud" Norma I. C. Melhorança é especialista em psicologia clínica, atende em Perdizes na Rua Campevas, 635 e no Itaim Bibi na Av. Dr. Cardoso de Melo, 1450 sala 209, em São Paulo, fone 11-98748-7554.

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pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu.Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.Onde leva? Não perguntes, segue-o!

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