Alguns
comentários sobre a Psicossomática
(Psico + soma
(corpo))
Uma velha
lenda sufista conta que um estranho dá com um homem engatinhando debaixo de uma
lâmpada, em frente de sua casa. Está procurando as chaves. O estranho fica de
quatro para ajudá-lo e, algum tempo depois, pergunta:
- Onde foi
que as deixou cair, exatamente?
- Lá dentro
de casa – responde o outro.
- Então por
que as está procurando aqui fora?
- Porque a
casa não tem luz.
A luz é mais
intensa na mente consciente, mas nós temos de procurar é no escuro
inconsciente. O psicoterapeuta trabalha vertendo as sombras, o escuro em luz,
tornando claro, verbal lógico. O mundo do paciente pode estar às escuras, mas
existem fontes de iluminação. Há uma
centelha dentro de todos nós. Ela existe e pode iluminar o caminho da
transformação.
NÃO EXISTEM
DOENÇAS INCURÁVEIS, MAS SIM PESSOAS INCURÁVEIS.
Carl
Simonton: “Acredito que ficamos doentes por motivos nobres. É a forma de o
organismo nos dizer que as necessidades que sentimos – não só as físicas, mas
também as emocionais – não estão sendo atendidas e que as preenchidas pela
doença são importantes”.
Entre os
portadores de cancer, deve-se estimulá-los a manifestarem suas raivas, ressentimentos,
ódios, temores e culpas. Tais emoções constituem indícios de que nos importamos
ao máximo quando nossa vida é ameaçada. As pesquisas demonstram invariavelmente
que quem dá livre expansão às emoções NEGATIVAS sobrevive melhor ao Câncer. As
pessoas que sofrem lesões na espinha dorsal e que se revelam desgostosas e
enraivecidas avançam mais depressa no caminho da reabilitação que as que adotam
uma atitude estóica ou àquelas que parecem aceitar calmamente a desgraça, ou
ainda, num outro exemplo: um terrível acidente numa usina de energia nuclear, o
Dr. Andrew Baum descobriu que os mais enfurecidos e receosos sofreram muito
menos tensão e problemas psíquicos que os adeptos de um enfoque “racional”. Os
sentimentos reservados criam TENSÃO e consequentemente, deprimem a reação
imunológica de nosso organismo, tornando-o vulnerável às doenças graves. O Dr. Leonard Derogatis descobriu em 1979,
que as mulheres com carcinoma na mama que sentiam e manifestavam livremente
raiva, medo, depressão e culpa viviam muito mais tempo que as pacientes que mal
revelavam suas emoções. O Dr. William James diz: A maior descoberta de minha
geração é que, na realidade, quase todas as doenças tem origem psicossomática,
isto parece estranho à pessoa acostumada a pensar que as moléstias
psicossomáticas não são, a rigor, “verdadeiras”. Mas elas são. O físico David Bohm prefere a expressão
“soma-significado” , pois o corpo só conhece o que a mente lhe transmite,
portanto aceitar a nossa participação na responsabilidade da doença é
fundamental.
A psicologia
do sacrifício sem vontade é muito diferente da psicologia do sacrifício
voluntário. Há momentos e épocas da vida
em que o autêntico sacrifício das coisas mais valiosas é essencial para nosso
desenvolvimento ulterior. Se o sacrifício não for voluntário, isto é,
consciente e com plena noção da perda sofrida, então será inconsciente. Nesse caso, não estaremos nos sacrificando pelo crescimento
interior, mas sendo sacrificados por um crescimento que se tornará patológico.
“Quase todos
nós somos obrigados a viver uma vida de constante e sistemática duplicidade. A
saúde tende a ser afetada se, dia após dia, dizemos o
contrário do que sentimos, se rastejamos diante daquilo que detestamos e se nos
rejubilamos ante aquilo que não nos traz senão infortúnio. O sistema nervoso
não é obra de ficção, faz parte do organismo, assim como a alma existe no
espaço e está dentro de nós, tal como os dentes dentro da boca. Ela não pode
ser impunemente violada para sempre.”
Borís
Pasternák:
"Uma mulher
afirma egoicamente, com toda sua determinação: “Vou fazer esse casamento dar
certo ou morrer tentando”, na certa morreria tentando, pois
como um trator, passará por cima da “verdade” incrustada na profundidade de sua
alma."
Carl G. Jung:
“A longo
prazo,....a vontade consciente jamais será capaz de substituir o instinto
vital”.
Fiódor Dostoiévski:
”Uma nova
filosofia, uma forma de vida, não se dá por nada. É preciso pagar caro por ela,
e só a adquirimos com muita paciência e grande esforço”
Martin Buber:
“O mundo não
é um jogo dos céus, é destino dos céus. Que existam o mundo, o homem, a pessoa
humana, eu e você, tem significado divino. A criação – acontece-nos, arde em
nós, modifica-nos. Trememos e desmaiamos e acabamos por nos submeter. A criação
– nós participamos dela, encontramos o Criador, oferecemo-nos a Ele,
colaboradores e companheiros”.
Martin Buber:
“A revelação
não flui do inconsciente, mas sim o domina....Toma posse do elemento humano
para refundi-lo: A Revelação é a forma pura do encontro”.

