sexta-feira, 31 de dezembro de 2010


Posted by Picasa

Para: Izabella....."Feliz Ano Novo, adeus ano velho.....muito dinheiro (dindin) no bolso....saude pra dar e vender...."

Filha amada,

Adeus 2010
Vc durante o ano de 2010 e por estes 21 anos e meio de vida, fez parte das minhas alegrias, do meu crescimento, dos meus maiores momentos, do meu mundo melhor, bem como, dos momentos mais dificeis, das licoes menos aprendidas, dos maiores desafios, regados com angustia e dor.

Confesso-lhe que sou feliz e realizada por ter vc comigo e poder compartilhar meus sonhos, minhas alegrias e minhas tristezas por mais este ano que findou.

Mas, o melhor de tudo......e' ver em quem vc se tornou, no ser humano forte, altivo, disponivel e comprometido......sempre disposta a "pegar" na massa, dar duro, por si e pelo outro e ainda assim......conservar toda fragilidade e delicadeza em seu ser.

Que venha 2011 e traga suas aprendizagens!
Desejo neste 2011 (nosso numero hem!), que vc continue em franco crescimento, construindo junto ao Caio este amor lindo e verdadeiro, este caminho certeiro e focado e que vcs possam colher juntos, as bencaos que lhes estao reservadas a partir deste ano que inicia.

Com transparencia, amor e sinceridade, aproveito esta data de festa e de comemoracao para te pedir perdao......por todos os erros cometidos, nao so' os recentes, de dificil aprendizagem, mas todos os de "nossa vida compartilhada".....perdoe pelos meus erros, pela minha imaturidade, por em muitos momentos eu nao saber como agir, por em outros, ter me perdido, ter sido estupida, indolente, rigida, ou outras vezes, ter sido flexivel demais......

Te amo "tudo".

"Ainda que eu falasse a lingua dos Homens e dos Deuses, sem voce eu nada seria"
Mame

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

CURSO DE SONHOS EM DUBLIN - IRELAND

GRUPO DE ESTUDOS DOS SONHOS (em Português)

VENHA FAZER PARTE DESTE GRUPO DE PESSOAS QUE BUSCAM
O CONHECIMENTO DE SI MESMAS, APENAS DURANTE O MÊS DE JANEIRO DE 2011.

"Um sonho que não se interpreta é como uma carta que não se lê". Talmude

INÍCIO DIA 03/janeiro/2011
Compreender os sonhos é um caminho que leva ao conhecimento de si mesmo. E por que deveríamos nos conhecer? Nas palavras de Carl Jung, porque “só aquilo que somos tem o poder de nos curar”. o Curso de Sonhos, realizado pela psicoterapeuta NORMA INEZ CUOGHI MELHORANÇA, oferece conteúdo programático e experiência clínica que possibilita trilhar esse caminho.

CURSO - Duração: janeiro/2011 – dois encontros semanais de 2 horas
Vivência que tem como objetivo o autoconhecimento através dos sonhos e a identificação dos principais conceitos junguianos e outros autores, nos sonhos dos membros do grupo.

COORDENAÇÃO:
NORMA I. C. MELHORANÇA CRP nº 08/02740.
Bacharel, Licenciatura e Psicologia – Curitiba/PR 1987 – Pós-graduação em Psicologia Social abordagem Psicanalítica – PUC/PR, especialista em Psicologia Clínica – Curitiba/PR
Formação em: Sistêmica (Família/Casal e Grupos); Corporal (Bio energética) – Psicossomática – Core Energétics); Psicodrama; Alcoolismo e Dependência Química; Terapia Eriksoniana (hipnose); Mitologia Grega;
Cursos e Grupos de Estudos + Supervisões com base analítica, tendo como referencial clínico, a teoria psicodinâmica de Jung e a Psicanálise (G. Safra, Bion, André Green e Winnicott).
Desde 1990 coordena cursos da clínica psicológica.

HORÁRIO: dias da semana + horário a combinar com o grupo na primeira reunião dia 03/01/2011 – 2@ feira às 19:00 hs, encontros de duas horas.
VALOR DO CURSO
EUR $ 50,00 euros (semanal)

Interessados: favor entrar em contacto através do E-mail: normamelhoranca@yahoo.com.br,
normamelhoranca@hotmail.com
http://cursopsicologiaclinica.blogspot.com/

domingo, 24 de outubro de 2010

Bullyng: Qual a sua causa?

BULLYNG
A inveja é o sentimento básico propulsor aos ataques de violência denominado hoje de bullyng, diagnóstico este, diga-se de passagem, muito antigo, inclusive citado na Bíblia quando da passagem onde Caim mata Abel estando cego de inveja, em função de Deus ter manifestado claramente sua preferência à Abel.
O livro sagrado então mostra que a humanidade além de sentimentos e emoções tidas como positivas, também se organizaria ao redor destes sentimentos primitivos, agressivos e ferozes (agressividade = inveja = ciúmes = destrutividade) e teria que lidar com esta selvageria, ou seja, a agressividade de alguns despejada sobre outros......
Por ser extremamente destrutiva, violenta e inconsciente o sentimento de inveja é visto pela nossa sociedade como uma espécie de tabu, proibida de exposição, "não se pode falar", ou ainda....:-"todos têm.....menos eu, é claro"........
Bion chamou a inveja de: "O Câncer da sociedade", aliás é tão real e palpável, que é inclusive bastante manipulada pelas propagandas e midia (algumas até exploram ou melhor - vivem deste tema) a revista "Caras" que o diga:- ".....todo mundo que ali aparece possui uma imagem de que tudo em sua vida é perfeito, não lhe falta nada, vida profissional plena, sucesso total, mesmo que por um período estejam só, porém sempre muito realizados e felizes".
A imaturidade emocional de algumas famílias, as quais fortalecem apenas uma parte do todo em relação à terrivel competitividade que nosso mundo de consumo e sucesso exigem, ou melhor, a geração dos cuidadores - os pais,os quais não prepararam seus filhos para o outro lado da moeda, que é a perda, o fracasso, a dor, não ajudando o psiquismo de seus filhos a desenvolver-se no sentido de poderem "portar" as frustações e serem fortes o suficiente para "sustentarem" seu sofrer psíquico. Na educação da barbarie, na qual tem-se que obter sucesso a qualquer preço, sem reflexão, estes pais automaticamente educam seus filhos na direção de obtê-lo, deles serem os "melhores"......como alguns pais inclusive são poderosos e de inquestionável sucesso ....passam a fantasia que não haverá ninguém "melhor" do que eles no mundo....assim sendo, o psiquismo destas crianças - (aqueles que praticam o bullyng) não está preparado para sentir inveja dos outros e sustentar dentro de seu aparelho psíquico este sofrimento, foram "viciados" a apenas frequentar uma ala ou uma parte da mente que é a de somente "estimular e provocar a inveja" e não o contrário com suas dolorosas frustações, daí a inveja dos cabelos da colega, a inveja do quanto o outro consegue disciplinar-se e estudar, inveja das boas notas do colega, do carro dos pais do amigo, do sobrenome, etc...e assim por diante.
Nesta "falta" de desenvolvimento psíquico, a mente não aguenta a dor emocional e frente ao inusitado, o sujeito se vê repentinamente diante da sua destrutividade, movido pelos sentimentos de inveja e de agressividade, sem suporte psíquico interno, eles simplesmente estouram em ataques psicológicos (pressão e violência psicológica) ou em atuações (action out), explosão ou ataque de violência ao sujeito alvo da inveja (individual ou do grupo).
Assim sendo, levantamos esta reflexão: - como ajudar nossos filhos não somente a trilhar o caminho da perfeição e da imagem de super homens e super mulheres, obra de arte perfeita para a manipulação selvagem dos meios de comunicação e do mundo de business, mas sim e fundamentalmente nos valores éticos universais, os quais somente serão incorporados, caso haja aparelho psiquico, espaço mental para transformação e aprendizagem com suas vicissitudes e consequentemente capacidade psíquica de portar o sofrer.

Norma Melhorança

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ultima Forma

Última Forma:

É,
Como eu falei
Não ia durar
Eu bem que avisei
Vai desmoronar
Hoje ou amanhã
Um vai se curvar
E graças a Deus
Não vai ser eu quem vai mudar

Você perdeu
E sabendo com quem eu lidei
Não vou me prejudicar
Nem sofrer
Nem calar
Nem vou voltar atrás

Estou no meu lugar
Não há razão pra se ter paz
Com quem só quis rasgar o meu cartaz

Agora pra mim você não é nada mais
E qualquer um pode se enganar
Você foi comum
Você foi vulgar
E o que é que eu fui fazer
Quando dispus te acompanhar

Porém pra mim você morreu
Você foi castigo que Deus me deu

Não saberei jamais
Se você mereceu perdão
Porque eu não sou capaz
De esquecer uma ingratidão

E você foi um a mais
E qualquer um pode se enganar
Você foi comum
Você foi vulgar
E o que é que eu fui fazer
Quando dispus te acompanhar

Porém pra mim você morreu
Você foi castigo que Deus me deu

E como sempre se faz
Naquele abraço adeus
E até nunca mais

sábado, 7 de agosto de 2010

"O mesmo que ri, gargalha é aquele que chora, soluça"

A pessoa que pode portar, sustentar sua alegria é aquela que pode portar sustentar sua dor. Assim como, a noite segue o dia, o inverno segue o verão, o outono segue a primavera, que são os seus contrários, nós temos uma psique que abriga os seus opostos, assim sendo, somente posso rir se posso chorar.
Nestes nossos dias, as pessoas são influenciadas por uma tendência do "eterno feliz", onde se compra em prateleiras das drogarias a "pílula da felicidade", as quais produzidas pelos grandes laboratórios multinacionais injetam artificialmente serotoninas e endorfinas em nosso cérebro, se a todo instante, por qualquer dor, por qualquer tristeza circunstancial usarmos medicação para combater os "estados naturais da alma", adquiriremos com o tempo a condição de não mais termos estrutura de saúde mental para podermos tolerar as dores emocionais. E, conseqüentemente ficaremos mortos-vivos, zumbis, sem sentir nada, frios também não sentiremos as emoções saborosas como a alegria, o êxtase, a sexualidade, o prazer de viver.
Quero deixar claro que não sou contra a medicação psiquiátrica, porém sou contra a banalidade do seu uso. Vivemos tempos afortunados em que os pacientes psiquiátricos podem ser supridos adequadamente com a medicação apropriada às suas necessidades psíquicas. Isto é uma grande evolução, mas que seja indicado para àqueles que de fato, são incapazes de sustentar seus conflitos intra-psiquicos agudos ou crônicos.
Imagine, se nosso planeta, somente tivesse o dia, ou somente o verão, não houvesse noite, não houvesse inverno.
Tudo que é vivo funciona num movimento permanente de: contração x expansão. Portanto, na respiração - inspiramos e expiramos, ficamos em vigília e dormimos, ingerimos alimentos e líquido e depois através de nossos esfíncteres os eliminamos. Imagine você somente comer, comer e jamais ir ao banheiro. Não precisa entender muito de saúde para deduzirmos que iremos adoecer.
Na contração (tensão) do sofrimento humano a expansão se dá em verter lágrimas, chorar (choramos de tristeza, de medo, de raiva e também choramos de alegria).
Portanto, se vivemos situações de perda, de dor, de conflitos relacionais e se não podemos sequer chorar - expandir e sustentar nosso sofrer, o que nos acometerá?
Conseqüentemente....."Adoeceremos psiquicamente".
Abaixo sugiro o texto de Rubem Alves "Pipoca", que de forma poética e metafórica enriquece sobremaneira esta reflexão.

NORMA I.C. MELHORANÇA
CRP nº 08/02740 - Fone: 3343-1350



A pipoca
Rubem Alves
A culinária me fascina. De vez em quando eu até me atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.

Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.

Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.

As comidas, para mim, são entidades oníricas.

Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.

A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.

Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.

Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...

A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.

Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.

Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.

Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!

E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.

Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.

Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.

Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.

Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.

Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.

Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...

"Nunca imaginei que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu".


O texto acima foi extraído do jornal "Correio Popular", de Campinas (SP), onde o escritor mantém coluna bissemanal.

Rubem Alves: tudo sobre sua vida e sua obra em "Biografias".
Sei lá Mangueira
Paulinho da Viola
Composição: Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho


Vista assim do alto
Mais parece um céu no chão
Sei lá,
Em Mangueira a poesia fez um mar, se alastrou
E a beleza do lugar, pra se entender
Tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar

Sei lá não sei...
Sei lá não sei...

Não sei se toda beleza de que lhes falo
Sai tão somente do meu coração
Em Mangueira a poesia
Num sobe e desce constante
Anda descalça ensinando
Um modo novo da gente viver
De sonhar, de pensar e sofrer

Sei lá não sei, sei lá não sei não

A Mangueira é tão grande
Que nem cabe explicação

domingo, 27 de junho de 2010

Felling do psicoterapeuta interno

Aqui vai o pensamento que extrai do livro "o melhor de Rubens Alves" do prof. Samuel Lago, onde eu vejo a sua pessoa nos ensinando Metacomunicação.

"Estou SEMEANDO as sementes da minha mais alta esperança. Não busco discípulos para comunicar-lhes saberes.
Busco discípulos, para neles PLANTAR MINHAS ESPERANÇAS."

"Há muito tempo que não me faço essa pergunta, se tenho esperança de que as coisas dêem certo. Encontro minha alegria em realizar a semeadura. O ato de semear, em si, é um ato de alegria. Isso me basta."

Não é lindo?

Obrigada pelo tempo que você gasta nos ensinando.

Abraço.
Malú

domingo, 9 de maio de 2010

DIA DAS MÃES

Mãe...São três letras apenas

As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.

Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que deus!
(Mário Quintana)



mamis com palavras de mario quintana,
um autor de tanto drama,
tento explicar meus sentimentos
onde lembro de tantos momentos e tantas lembranças
meu coracao até se acanha
mais de saber que vc esta vindo
me vejo sorrindo
e peço pra nunca ir embora
pois se não
meu coração chora...

feliz dia das mães
da filhinha Izabella Monteiro

sábado, 1 de maio de 2010

Imagine - john lennon

Imagine que não exista nenhum paraíso,
É fácil se você tentar.
Nenhum inferno abaixo de nós,
Sobre nós apenas o firmamento.

Imagine todas as pessoas
Vivendo o dia de hoje...

Imagine que não exista nenhum país,
Não é difícil de fazer.
Nada porque matar ou porque morrer,
Nenhuma religião também.

Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz...

Imagine nenhuma propriedade,
Eu me pergunto se você consegue.
Nenhuma necessidade de ganância ou fome,
Uma fraternidade de homens.

Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo todo.
Você talvez diga que sou um sonhador,
Mas eu não sou o único.
Eu espero que algum dia você junte-se a nós,

E o mundo viverá como um único.

sábado, 10 de abril de 2010

Verso de Deus



Meu amor dormia

lá na cama dos agoras

e eu levantei pra fazer versos

(coisa minha ou de meus obscuros)



A verdade é que antes saía sempre

sorrateira, sem amarrotar lençol

sem afundar colchão, sem acender a luz

ia eu silenciosa, platinum plus,

fazer a barba que crescia

aparar o bigode da poesia

deter a grama, podar a árvore

limpar o campo pra que

pastassem melhor os verbos

ia escondida, camisola arastando

rastros feito traição

No escuro procurava caneta,

papel branco sem letra

eu tentando enxergar com a mão.



Agora não

onde dorme meu amor

dorme também meu irmão

No quarto invadido de tesão e cheiro,

o que ressona confiante

é meu parceiro.

E eu levanto sem clandestinidade

sem leviandade eu canto baixinho

porque a poesia quer sair.



Na cama não dorme agora

um vigia, um delator, um fragrador

da inspiração madruguenta

Quem dorme não se ausenta

nem será amanhã

alguém que se aborreceu.



Dorme ali um verso, lindo verso

não um verso meu

dorme o verdadeiro gesto

o verdadeiro verso

que Deus me deu.


O "nós" ansiado pelas mulheres (no mais recôndido de sua alma).Representação poética de Elisa Lucinda do desejo feminino quanto ao tipo masculino que se anseia encontrar para formar o par, a parelha.

sábado, 27 de março de 2010

COMPAIXÃO

Somente o profundo mergulho em si mesmo
A percepção de uma Origem Comum
A certeza do longo caminho a percorrer
Nos conduzem ao mistério do Outro


Sua beleza
Sua dor
Sua expressão de busca
Às vezes disfarçada pelo pudor


A incerteza do acolhimento
A necessidade da ternura
Do olhar vivo
Da presença


Significam a visão do “nós mesmos”
A certeza das mesmas necessidades
Das mesmas dúvidas
Da procura do gesto que acolhe


Daí a “com” paixão
A paixão que nos envolve no mais dentro
Com a eternidade do Outro
Com a profundidade de seu olhar


Essa postura abre as portas da Graça
Do milagre da Comunhão
Da alegria infinda
Do prazer de estar vivo
Agora o braço não é mais o braço erguido num grito de gol.
Agora o braço é uma linha, um traço, um rastro espelhado e brilhante.
E todas as figuras são assim: desenhos de luz, agrupamento de pontos, de partículas, um quadro de impulsos, um processamento de sinais.
E assim - dizem - recontam a vida.
Agora retiram de mim a cobertura de carne, escorrem todo o sangue, afinam os ossos em fios luminosos - e aí estou, pelo salão, pelas casas, pelas cidades, parecida comigo.
Um rascunho.
Uma forma nebulosa, feita de luz e sombra.
Como uma estrela.
Agora eu sou uma estrela.

[Lido por Elis Regina, no seu último show em vida - Elis estava chorando]

quinta-feira, 4 de março de 2010

Voar voar, subir subir ... ir por onde for
Descer até o céu cair ou mudar de cor
Anjos de gááááás, asas de ilusão
E um sonho audaaaaaaz feito um balão!!!!!!
No ar no ar eu sou assim ... brilho do farol
Além do mais amargo fim, simplesmente sol
Rock do boooooom ou quem sabe jazz
Som sobre sooooom bem mais bem maaaaaaaaaaaaaaaaaaais......
O que sai de mim vem do prazer
De querer sentir o que eu não posso ter
O que faz de mim ser o que sou
É gostar de ir por onde ninguém for
Do alto coração mais alto coraçãooooooo........
Viver viver e não fingir, esconder no olhar
Pedir não mais que permitir jogos de azar
Fauno lunar sombras no porão
E um show vulgar todo verão
Fugir meu bem pra ser feliz só no pólo sul
Não vou mudar do meu país nem vestir azul
Faça o sinaaaaal cante uma canção
Sentimentaaaaaal em qualquer toooooooooooooooom uuuuuuuuuhuuu
Repetir o amor já satisfaz
Dentro do bombom há um licor a mais
Ir até que um dia chegue em fim
Em que o sol derreta a cera até o fiiiiiiim
Do alto coraçãooooooo....... mais alto coraçãooooooooooooooo :-)

Explosão de alegria que minha sobrinha Tatiana manifestou ao receber sua promoção na empresa que trabalha......Parabéns bibinha, por este seu momento de vida mas fundamentalmente por você existir com todo este explendor.....Beijos Tia Norma

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Nas palavras resumidas de Bachelard: "O universo tem, para além de todas as misérias, um destino de felicidade. O homem deve reencontrar o Paraíso." (O retorno eterno, p 65).
"Se, no teu centro um Paraíso não puderes encontrar, não existe chance alguma de, algum dia, nele entrar."
Cecilia Meireles
O VELHO
Chico Buarque
1968

O velho sem conselhos
De joelhos
De partida
Carrega com certeza
Todo o peso
Da sua vida
Então eu lhe pergunto pelo amor
A vida inteira, diz que se guardou
Do carnaval, da brincadeira
Que ele não brincou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
Só a caminhada
Longa, pra nenhum lugar

O velho de partida
Deixa a vida
Sem saudades
Sem dívidas, sem saldo
Sem rival
Ou amizade
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me diz que sempre se escondeu
Não se comprometeu
Nem nunca se entregou
E diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
E eu vejo a triste estrada
Onde um dia eu vou parar

O velho vai-se agora
Vai-se embora
Sem bagagem
Não se sabe pra que veio
Foi passeio
Foi Passagem
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me é franco
Mostra um verso manco
De um caderno em branco
Que já se fechou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Não
Foi tudo escrito em vão
E eu lhe peço perdão
Mas não vou lastimar

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Tabacaria

Tabacaria (trecho) Fernando Pessoa,
(a poesia eleita do último século)

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era
E não desmenti, e aí perdi-me!
Quando quis tirar a máscara,
Estava pregada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido!
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó
Que não tinha tirado.
Deitei a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
Eu vou escrever esta história para provar
Que sou sublime.

domingo, 31 de janeiro de 2010

"Amanhecer em Copacabana" Antonio Maria



Amanhece, em Copacabana, e estamos todos
cansados.
Todos, no mesmo banco de praia.
Todos ,
que somos eu, meus olhos, meus braços e minhas pernas,
meu pensamento e minha vontade.
As pessoas e as coisas começam a movimentar-se.
A moça feia,
O homem de roupão, que desce à praia e faz ginástica sueca,
o bêbado que vem caminhando com a lapela suja de sangue,
Ônibus de colegiais e, lá dentro, os nossos filhos, com cara de sono.
As pessoas e as coisas começam a movimentar-se.
O banhista gordo e de pernas brancas
vai ao mar cedinho porque as pessoas de
manhã são poucas e enfrentam sem receio seu aspecto
Um automóvel deixou uma mulher à porta do prédio de apartamentos
Todas as ordens foram traídas, todas as promessas foram desfeitas,
Aqui sentado neste banco de praia eu sou um vegetal!
Estou reduzido aos meus instintos,
Estou preso aos meus sentidos
Pouco a pouco foram reduzindo meu direito à minha humanidade,
Tiraram meu semelhante de junto de mim, limitaram o uso do meu cérebro às
operações mais simples,
arrancaram a minha carta de cidadania,
extinguiram a minha capacidade de influir,
diminuíram o meu cérebro, dissolveram minha consciência.
Agora, eu apenas faço parte da paisagem quase morta,
Sou uma planta encostada aqui neste banco de praia
Quando haverá outro dia esperança, quando?
Já começo a sentir cansaço, depois vem o desgosto, depois o desespero de tudo isto.

Estou reduzido aos meus instintos,
Estou preso aos meus sentidos,
Reduziram o meu direito à minha humanidade
Tiraram meu semelhante de junto de mim,
Arrancaram a minha carta de cidadania,
Dissolveram minha consciência,
Mas, me deixaram estas palavras na minha boca que eu digo a vós.
-“Vem por aqui”, dizem alguns com olhos doces estendendo seus braços e seguros
de que seria bom que eu os ouvisse quando me dizem: -“Vem por aqui”
eu os olho com olhos lassos,
há nos meus olhos ironias e cansaços e Nunca vou por ali.
A minha glória é esta, criar desumanidades,
não acompanhar ninguém,
que eu vivo com o mesmo sem vontade com quem rasguei o ventre à minha mãe,
Não, Não vou por aí
Só vou, por onde me levam meus próprios passos,
Se o que eu busco saber,
Nenhum de vós me responde
Por que me repetis
- “Vem por aqui”
Prefiro escorregar os becos lamacentos
Redemoinhar os ventos,
Como farrapos arrastar os pés sangrentos a ir por aí.
Se eu vim ao mundo foi só para deflorar florestas virgens ou
Desenhar meus próprios pés na areia inexplorada,
O mais que eu faça não vale nada!
Como pois vós que lhe dareis machados, ferramentas e coragem para derrubar os
meus obstáculos?
Corre nas vossas veias o sangue velho dos avós e
Vós amais o que é fácil!
Eu amo longe a miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos,
Ides, tendes estradas, tendes jardins, tendes canteiros, tendes pátrias,
Tendes tetos e tendes regras e tratados e filósofos e sábios,
Eu tenho a minha loucura,
Levanto-a como um facho,
Arder na noite escura, e sinto espuma e sangue, cânticos nos lábios:
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe,
Mas, eu que não principio e nem acabo nasci do amor que há entre Deus e o Diabo
Ah! Que ninguém me dê piedosas intenções
Não me peçam definições
Ninguém me diga: - “Vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se levantou,
É um átomo a mais que se animou.
- “Não sei por onde vou,
Não sei pra onde vou
Sei que não vou por aí”.
Poema de Antonio Maria, extraído do show: “Brasileiro, profissão esperança”
Me tire deste quarto de hotel
E de todas as coisas que entram pela janela,
Me leve para longe das palmeiras,
Mais longe perto das coisas macias,
Me faça esquecer depressa dos homens ruins, isto é os que comem cebolas cruas,
Me ensine tudo o que eu não aprendi:
Cortar com a mão direita, usar anel, tocar piano,
Desenhar uma árvore, valsar
E me lembre tudo o que eu esqueci: raiz quadrada,frações, latim,
Navios Negreiros de Castro Alves,
Depois me dê pelo bem dos seus filhinhos aquilo que eu não tenho há quase um ano – carinho
De um jeito que eu não sei dizer como é mas há por aí ou pelo menos já houve,
Destelhe a casa, deixe a noite entrar e juntos vamos nos resfriar
Espelho de lá
Espelho de cá
Minhas mãos e as suas não são de ninguém,entendido!
Se interesse por mim, pergunte o que eu sei
Que eu vou exclamar no mais puro francês:
Comment allez-vous?
Repare o relógio que anda depressa, partamos,de um jeito ou de outro, me tire daqui,
Para a Pérsia, Sibéria, para o club da chave,
para Marte, Inglaterra, mas sem couvert.
Está vendo o retrato dos meus 20 anos, de lá para cá, cansaço, pé chato,gordura, fizeram de mim esta coisa ansiosa e insegura e com sono que pede a você no auge do manso: - “não saia esta noite e fique ao meu lado
esperando que o sono me tome, me mate, me salve, me leve por amor ao
seu andar. Assim seja.”

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Poesia - Elisa Lucinda "Aviso da Lua que mestrua"


Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas: cada ato que faz, o corpo confessa
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia.
Barriga cresce,
explode humanidades e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar,
aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga é que tô falando na "vera" conheço cada uma,
além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo já se alcança a "cidade secreta" a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas cai na contradição de ser displicente diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano que a mulher extrai filosofia cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso julgando a arte do almoço:
Eca!... Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe.
De leite.
Vaca e galinha... ora, não ofende.
Enaltece, elogia: comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite pensando que está agredindo que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem. Tá citando o princípio do mundo!
Autora: Elisa Lucinda

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Curso de Sonhos, coordenado por Ascânio Jatobá psicoterapeuta de S. Paulo, agora em Curitiba nos dias: 19/03, 16/04 e 21/05/2010 primeiro módulo

Estou promovendo e divulgando o Curso de Sonhos do psicoterapeuta junguiano de S.Paulo - Ascânio Jatobá, em Curitiba, o qual foi formatado em duas etapas: a primeira composta de 3 encontros (março, abril e maio) onde Ascânio trabalhará todo o conteúdo teórico e de junho/2010 a dezembro/2011, o grupo lidará com técnica e prática sob sua supervisão. Caso seja de seu interesse, favor enviar e-mail para : normamelhoranca@yahoo.com.br



GRUPO DE ESTUDOS DOS SONHOS C. G. JUNG

http://www.cursodesonhos.com.br/

COMEMORANDO 18 ANOS DE EXISTÊNCIA CONVIDA

VENHA FAZER PARTE DESTE GRUPO DE PSICOTERAPEUTAS QUE BUSCAM AMPLIAR CADA VEZ MAIS SEUS CONHECIMENTOS SOBRE SONHOS.

Compreender os sonhos é um caminho que leva ao conhecimento de si mesmo. E por que deveríamos nos conhecer? Nas palavras de Carl Jung, porque “só aquilo que somos tem o poder de nos curar”. Há mais de 18 anos, sendo que já passaram 1000 profissionais, o Curso de Sonhos, realizado pelo psicoterapeuta junguiano Ascânio Jatobá, oferece conteúdo programático que possibilita trilhar esse caminho.

PROGRAMAÇÃO 2010 - CURSO APOSTILADO

O curso de sonhos é dividido em duas partes: teórica e prática

1ª parte Teórica: 3 Encontros 20,21/03, 17,18/04 e 22,23/05/2010 (sábado e domingo) Horário : das 09H00 às 12H00 (manhã) e das 14H00 às 18H00 (tarde)

Conteúdo: O Ego - A Consciência - A Persona - A Sombra - O Inconsciente – Os Complexos - Os Arquétipos - Os Símbolos - Os Sonhos - Os Contos de Fadas - A Anima - O Animus - O Self - A Individuação - A Sincronicidade - Tema Livre

Conceitos abordados: Espaço-Tempo-Vida A Consciência O Ego A Persona A Sombra O Inconsciente Os Complexos Os Arquétipos Os Símbolos Os Sonhos Os Contos de Fadas A Anima O Animus O Self A Individuação A Sincronicidade Tema Livre

2a. PARTE – Prática – Contrato de um ano e meio com o grupo que se organizar para supervisão dos sonhos, nos meses subseqüentes.
Vivência que tem como objetivo o autoconhecimento através dos sonhos e a identificação dos principais conceitos junguianos.

COORDENAÇÃO Ascânio Jatobá de Almeida Soares, Psicólogo, Filósofo pela USP e há 24 anos trabalhando como Psicoterapeuta Junguiano - CRP 06/24345-5

Endereço: Rua Silveira Peixoto nº 1050 sala 106 – 1º andar – entre Av. Visc. de Guarapuava e Av. 7 de setembro, uma quadra antes da Praça do Japão – Fone: 041-3343-1350 – Curitiba Pr

VALOR DO CURSO - Inscrição - R$25,00 - Mensalidade - R$200,00
Enviar um e-mail confirmando seu interesse. A inscrição deverá ser feita até 18/03/2010 no Banco do Brasil - agência 1522-9 c/c 16.584-0 em nome de Norma I.C. Melhorança
(vagas limitadas, garanta a sua)
INFORMAÇÕES: Telefone e Fax: (41) 3343-1350

E-mail: http://br.mc339.mail.yahoo.com/mc/compose?to=normamelhoranca@yahoo.com.br e http://www.cursodesonhos.com.br/

Ou ainda, caso queira saber mais sobre Ascânio Jatobá, veja a entrevista com Ana Maria Braga recentemente apresentada na Globo, sobre Sonhos
http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1377692-10345,00-SAIBA+MAIS+SOBRE+O+SIGNIFICADO+DOS+SONHOS.html

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Metacomunicação - Curso de Treinamento da clínica psicológica contemporânea

Norma I.C. Melhorança



CURSO DE PRATICA CLÍNICA


Metacomunicação – Curso de Psicologia Clínica“Feeling do Terapeuta Interno”

- Curso que objetiva desenvolver, treinar e capacitar o Psicólogo na Clínica Contemporânea, através da experiência + supervisão.

- Público Alvo: Estudantes (a partir do 4º ano) da área de saúde em geral e formandos em Psicologia Clínica.


Coordenação: Norma I. C. Melhorança - Bacharel, Licenciatura e Psicologia – Curitiba/PR 1987 – Pós graduação em Psicologia Social abordagem Psicanalítica – PUC/PR Especialista em Psicologia Clínica – Curitiba/PR CRP nº 08/02740.

Formação em: Sistêmica (Família/Casal e Grupos); Corporal (Bioenergética)
– Psicossomática – Core Energétics); Psicodrama; Alcoolismo e Dependência Química; Terapia Eriksoniana (hipnose); Mitologia Grega;

Cursos e Grupos de Estudos + Supervisões com base analítica, tendo como referencial clínico, a teoria psicodinâmica de Jung e a Psicanálise (G. Safra, Bion, André Gren e Winnicott).

Desde 1990 coordena o curso de Metacomunicação.


Objetivo Geral - Desenvolver a técnica da Metacomunicação:

- Ampliar a percepção global para “olhar o Outro” e apreender seu discurso;
- Treinar a “escuta” do conteúdo inconsciente através do discurso do paciente;
- Ampliar o “olhar” do terapeuta aos sinais analógicos (não verbais) do paciente, tais como: postura corporal, tom de voz, gesticulações e outros;- capacitar o aluno a identificar o discurso e comparar às teorias clássicas;
- relato x teoria - Supervisão + textos teóricos para estudo;
-Vivência - Simulação Paciente x Terapeuta (Roll play).


Método - Metacomunicação "Conteúdo x Forma” – para se auscultar o conteúdo submerso, que jaz abaixo da forma (discurso do paciente), que também pode se apresentar por sinais analógicos, não verbais do paciente, treina-se o “escutar” do aluno.“Pragmática da Comunicação Humana” de Paul Watzlawisck, Janet H. Beavin e Don J. Jackson.

Carga Horária: 60 horas de março a dezembro/2010

VALOR MENSAL: R$ 150.00 Inscrição: R$ 25.00 até 03/03/2010

HORÁRIO: 4@ feira das 19:00 hs às 20:30 hs, encontros semanais a partir de 03/03/2010 ou outro horário a combinar com o grupo


LOCAL: Rua Silveira Peixoto nº 1040 sala 106 – 1º andar – Ed. Profissional Batel – entre a Av. Visconde de Guarapuava e Av. 7 de setembro, uma quadra antes da Praça do Japão
blog: http://cursopsicologiaclinica.blogspot.com/

Diferença entre a Psiquiatria x Psicologia "Nem só de Pão vive o homem"

Problema emocional, sofrimento psíquico, também chamado "sofrimento da alma", depressão, ou ainda estresse, tão exaustivamente usado e generalizadamente simplificado pela área da saúde em geral e outras manifestações do sofrimento humano devem ser encaminhados e atendidos por um profissional da área da psicologia e suas correntes, àquele que trata do psiquismo e da subjetividade do individuo, pois, não só do concreto (pão) vive o homem, como nem sempre as substancias químicas (serotoninas ou endorfinas fabricadas pelo cérebro) são as responsáveis exclusivas pelas DORES HUMANAS. Quando são elas as responsáveis pelos "estados de dor da alma" o profissional da saúde mental diagnostica como sendo de causa endógena, que é ocasionada por algum distúrbio orgânico que impede o cérebro de fabricar tais substâncias.
Mas, o enfoque da psicologia é outro, é o oposto, ou seja, o psiquismo ou também chamado, a mente que é a responsável pelo sofrimento da alma, portanto a causa é de ordem exógena ao corpo, é intra psíquica, somadas aos conflitos com o entorno. O sofrimento é real, porém, não de ordem material (concreta), mas sim subjetiva, pode vir da pressão do ambiente externo somado à pressão do mundo interno do sujeito, ou apenas deste ultimo. Com a constância deste "sofrer psíquico", após dias, meses e até alguns anos, aí sim poderá vir afetar a qualidade da produção química do cérebro, ou seja, vai se cristalizando um determinado sentimento produzido pela alma e após algum tempo, fixa permanentemente este sofrer, formatando no cérebro, então, a química destes sentimentos ligados às dores, lutos, perdas e conflitos do fundo da alma. Estes sentimentos, ditos "negativos", desequilibram o psiquismo do indivíduo formando "nós", abrindo "buracos", criando uma espécie de esgarçamento psíquico que deverão ser detectados e "trabalhados", seja por não terem sido constituídos, ou seja, pela falta (ausência e assistência por parte das figuras parentais) ou pelo conflito estabelecido, portanto houve a presença e assistência parental, no entanto, a relação entrou em conflito, assim sendo, o profissional da área da PSICOLOGIA deverá estar apto a desenvolver o trabalho psicológico que estas faltas necessitam.
Lembrando: - "a consulta com a psicóloga ou o psicólogo não é "bate-papo", narrativa da semana ou ainda a descrição de seu sintoma. Somente quem já esteve com um profissional da área "sabe" que através do discurso, este profissional adentra em lugares de conteúdo recondidamente guardados e que "dormem" no inconsciente do individuo, inclusive, com grande dispêndio de energia e somente a área da psicologia e suas afins (subjetividade) estão habilitadas, por anos e mais anos de longo estudo voltado para o entendimento da alma e do inconsciente, a lidar com o psiquismo e sua carga energética."

Portanto, alguém que atravesse esse momento deve procurar o profissional fundamental e diretamente responsável pelo alivio dos sintomas e por sua "cura", que é o psicólogo, o qual teve longa formação acadêmica + anos de estudos + supervisão para entender e tratar das dores da subjetividade psíquica.
A medicina e a psiquiatria, grandes parceiras na luta contra este mal contemporâneo: sofrimento psíquico e desequilíbrios emocionais, têm como objetivo lidar com o sintoma e fornecer a medicação para combatê-la, oferecendo suporte químico para o apoio às áreas limítrofes e fronteiriças. Sendo o trabalho da psicologia a imersão na subjetividade e na cura do problema, portanto, são parcerias ricas e necessárias. E, com isto, o profissional da mente (popularmente citado como aquele que trata dos problemas da cabeça) pode atuar com maior segurança e conforto, pois, o objetivo da psicologia clínica é levar o tratamento na direção de desatar o "nó", de encontrar a "causa", a verdade interior, a real essência da natureza do sujeito, indo no sentido da "cura" e não apenas do alivio dos sintomas, e ainda, favorecendo o "despertar", a transformação e o desenvolvimento psíquico do paciente. O que, requer deste, muita coragem, pois, não é fácil lidar com as dores emocionais. Diz um ditado popular que doi mais as dores da alma do que as dores físicas.
"Nem só de sintomas manifesta-se a dor humana"

"PSICOLOGIA É COM O PSICÓLOGO"

Norma I C Melhorança

- normamelhoranca@yahoo.com.br
CRP 08/02740 - Fone: 041 - 3343-1350
Formação em: Sistêmica (Família/Casal e Grupos); Corporal (Bioenergética) – Psicossomática – Core Energétics); Psicodrama; Alcoolismo e Dependência Química; Terapia Eriksoniana (hipnose); Mitologia Grega;
Cursos e Grupos de Estudos + Supervisões com base analítica, tendo como referencial clínico, a teoria psicodinâmica de Jung e a Psicanálise (G. Safra, Bion, André Gren e Winnicott).
Desde 1990 coordena o curso "Vozes do Inconsciente".
Referências bibliográficas:
“Figuras da imaginação” – Amnéris Maroni
“As novas doenças da alma” – Julia Kristeva“Modernidade Líquida” – Zygmunt Bauman

Seguidores

SEJA BEM-VINDO!

Rose Pictures, Images and Photos




Ninguém
pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida - ninguém, exceto tu, só tu.Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias.Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar.Onde leva? Não perguntes, segue-o!

Nietzsche